O Clube Whiszer se moveu como se Icul Liggy e eu estivéssemos dentro dum veículo de solo. Parecia que estávamos a viajar numa estrada de pista triplicada. Se toda aquela jornada, deslizamentos e arrancadas fossem de verdade, aquela viagem teria volta?
O corpo da bunulekon era bem torneado. Sentamos nos movimentos cada vez mais acelerados do Clube Whiszer. Embora percebesse a beleza corporal de Icul Liggy, pernas que davam gosto, não a compreendia na integralidade.
- Totalizador duoef, não se reduza. Reaproveita-me! -dizia-me a liboririntáquea sem movimentar com realce a tacicriz.
Tornou-se nítida a estrada. Meus pensamentos se definiram. Compreendi que Icul Liggy também não me conhecia naquele momento o suficiente para conversarmos em plena intimidade.
Em breve eu sentiria que a viagem, caso aquela dança fosse mesmo uma viagem, teria afim e fim. Provavelmente nossos destinos não se reencontrariam outras vezes no futuro liboririntático. Portanto não me reduzi nem imaginei reaproveitá-la. Achei melhor não encurtar ou abrandar tesuras e sentimentos em relação à bunulekon. Ela sem acanhamentos olhou para mim. Penetrei-me nos seus olhares como se o tempo liboririntático retirasse dos meus pés os sapatos e me devolvesse os tênis brancos, modernos, brilhantes. E foi exatamente assim o que aconteceu! Os tênis vieram aos meus pés. O veículo de solo - não tinha mais certeza se era ele o Clube Vhiszer - aumentou a velocidade até se perder da estrada triplicada.
As pernas seminuas da bunulekon se cruzaram. Então fomos parar num pedaço de casa, dono duma sala agradável, mas que eu não estava a par de quem poderia ser o proprietário da morada e nem sabia em qual rua de Nesemix essa casa despedaçada se localizava.
O tempo me revelava, fazia-me ser conhecido por Icul Liggy embriagado. Não porque eu tivesse consumido jivecs ou outras bebidas. Era uma embriaguez causada por timidez, seduções plausíveis a desejar seduções implausíveis. Icul Liggy se movimentava no imaginário. Mais à vista se tornou ao se aproximar roçando suas pernas nas minhas pernas, colocando-se no lugar em que se fala.
- Fantástico duoef, dou a vós o meu estímulo. Chegai vós ao meu corpo. Tocai-me. Renovo o vosso prazer. Sem contemplações acolho o duoef nos meus encorajamentos. Dou ao terráqueo abduzido os cuidados das impetuosidades. Que o duoef me dê o peito, vossas espáduas, vossos desejos.
A rua passou para dentro da casa. Invadiu-me a tacicriz fogosa e úmida. Icul Liggy passou a sua taclla na minha cara animada. O elmo da bunulekon se retorceu na sua própria viseira. Flutuou no espaço da casa. De overebut a overebut a sala se alargava ao tempo liboririntático de beijos apaixonados. Ao longo da vida nunca me fabriquei impróprio aos latejos do coração e do pulso. Desejei prosseguir no corpo desembaraçado de Icul Liggy. Deixei que a vida liboririntática nascesse dos vivos enterrados na poesia e na música. Beijei-a nas alturas. Na imensa glória do desejo li nos olhos da bunulekon o nome da rua que se adentrara à casa: Rua Btimayx.
- Pertencente duoef, oh meu Eudaips! Vós fazeis parte de alguma coisa! Vós fazeis parte dum todo!
Desfrutei do corpo daquela liboririntáquea voluntariosa, oferecida. Não a desperdicei porque eu pertencia à sua fome, à nudez dos seus guardados.
A casa agradável que nos abrigou não se dissiparia, não se evaporaria nos meus fantásticos tempos de Liboririm. Permaneceria essa casa fixada na Rua Btimayx, exposta aos sóis, às tempestades e às estrelas do Planalto dos Metais.
A viseira do elmo da bunulekon distorceu o elmo de Icul Liggy, que se vestiu com uma minissaia.
- Gostosão duoef, vosso modo, vossa propensão liboririntática, vosso jeito de ser vivem me provocando desde que vos enxerguei na Sapataria Dlemolebal... Desde que vos encontrei no Clube Vhiszer...
Queria ainda continuar no corpo da bunulekon. Não que o tempo impusesse restrições. Entretanto continuei a sorrir. A bunulekon se deitada estivesse se levantaria. Como ela estava levantada não se deitou mais. Cobriu a sua cabeça com o elmo. Seu rosto foi embora de imediato.
Eu não a veria outra vez, não retornaria à Sapataria Dlemolebal e muito menos ao Clube Vhiszer.
- Estradeiro duoef, vós fostes à cidade de Butrew? Eu estou indo para lá. Uma viagem de turismo!
Caminhando por outras esquinas e repetindo as mesmas ruas num momento para outro me vi na Rua Hesb. Disse a mim mesmo que talvez eu também não retornasse mais à cidade de Butrew. Não me sentia triste nem alegre. Desejei que os moradores da Rua Hesb saíssem ao meu encontro. Meus tênis, esses sim estavam alegres. Satisfeitos se sentiam os meus pés. Era noite em Nesemix. Noite de dosugno. Os moradores da Rua Hesb surgiram nas janelas e nas portas das casas. Acenaram-me arrebatados.
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| OOG ARIACME, O XESSNESSEN |
- Emerso duoef, sou Oog Ariacme, o xessnessen.

