Por lá fiquei praticamente por dois drunhs. A casa espaçosa e sem labirintos era agradável e adorava vibrações, satisfações.
Desenvolvia-se no seu interior a modernidade. Nem bem cheguei à sua casa, Erbziw Claywanan louvou as nove cortinas que dispersas esvoaçavam nas janelas da sala.
- Circulante duoef, eu gabo as cortinas da minha sala. Foram confeccionadas pelos waytlurs trucnis de Silonur.
Atentei-me ao cortinado. Eram as cortinas possuidoras de uma beleza única. Simultâneo às minhas observações o vento as balançou. Elas praticamente se jogaram para o centro formando elevações com sucessões rítmicas.
Erbziw Claywanan sorriu. Soltou os seus parcos cabelos. A liboririntáquea era uma senhora de meia-idade, baixa estatura. Mãe de um filho.
- Frequente duoef, ele não se encontra no momento aqui em casa. Está viajando por lugares retirados, pelos recantos da Esfera Clara. Meu filho se chama Zarihs Claywanan. Apesar desta viagem, Zarihs pode chegar a qualquer instante em Silonur.
As cortinas se aquietaram. Percebi que a voz da hengnyamphinygraybys-har se tornara leve, amena. Uma brisa entrou pelas janelas trazendo uma sombra refrescante. Com a inexistência de tristezas o frescor deu-me um novo alento.
- Estive no bys-har da Rua Amphiny. Conheci Nbac Nkurg, o gnulyuq. Ele, respeitoso, falou-me de você, da sua casa.
O sorriso de Erbziw Claywanan se abriu ainda mais e agora o silêncio se manteve próximo a ela. Devido à transparência da feição e à sua boa disposição ficou nítido para mim que Erbziw Claywanan nutria por Nbac Nkurg no mínimo um sentimento de profunda amizade.
- Satisfeito duoef, vossos palpites, pressentimentos e claridades estão corretos. A primeira vez que vi na vida Nbac Nkurg entrar no meu bys-har da Rua Amphiny fui tocada pelo sentimento da amizade. Fomos traduzidos por Eudaips que ao nos fazer entornar de um para outro nos presenteou com um filho. Meu filho Zarihs é também filho de Nbac Nkurg, o gnulyuq.
Em todas as ruas e caminhos que percorri em Liboririm sempre me deparei com o inusitado. Talvez em Silonur a vida fosse mais extraordinária e profunda do que em Nesemix. Neste instante dos meus pensamentos perdi a imagem do rosto esférico de Erbziw Claywanan. Senti-me fora do contexto, incomunicável, afastado de todas as ruas e caminhos que poderia percorrer no planeta Terra e ser surpreendido pela proximidade da felicidade. Onde eu estava agora? Através dos sentidos de modo claro eu formava a ideia de que Erbziw Claywanan poderia ser a imaginação das cores, a raça dos delírios, o credo da embriagues.
Se na casa da hengnyamphinygraybys-har as cortinas eram de tecidos estampados com padrões decorativos eu tinha a possibilidade de estar deitado sobre o vento da privação da paisagem ou estar mergulhado nas profunduras do Rio Ojand.
Ergui-me delirante. O gosto das jivecs espalhou-se pelo nocrith de Aitsok. Imprevisto feito rio retornando ao enigma da paisagem construí mentalmente uma vereda sobre os meus pés. Queria me salvar, mas não sabia de que ou de quem. Queria me livrar do perigo, mas não estava a par de nenhuma situação que ameaçasse a minha vida em Liboririm.
- Onde está você Erbziw Claywanan? -gritei tomado de silêncios.
As nove cortinas das janelas da sala sobrevoaram o meu não estar em casa. Alcancei as cortinas incorporando-me ao impossível fim da Rua Amphiny. Tateei as trucnis em busca de uma noite com Erbziw Claywanan. Não existiam noites em Silonur nem em todas as dimensões da Esfera Clara. Meus dedos acharam nas dobras das cortinas cabelos cheios de crescimentos metalizados. Ao tocá-los minhas memórias me transportaram aos arcos repletos de cabelos do Viaduto Daktu Tanser, Nesemix, Planalto dos Metais. Aí os arcos me transferiram outra vez para a Rua Amphiny, Silonur, Esfera Clara. Desejei que a salvação fosse mesmo a perseverança.
- Subido duoef, estou aqui com as minhas mãos em vossas mãos. Vinde vós comigo! Vamos retornar ao bys-har da Rua Amphiny. Estais com sede duoef?
Os sóis conservaram-se firmes. A Esfera Clara é constante. Os instantes do tempo persistiam no brilho luminoso natural de um conto vivido por mim em vários drunhs.
- Erbziw Claywanan, Eudaips é um guru?
- Influente duoef, lembre-se de Eudaips como um ancestral.
A incessante tarde da Esfera Clara dava à Rua Amphiny a mesma cor alaranjada das cortinas dos waytlurs trucnis de Silonur. Eu e Erbziw Claywanan caminhávamos. Chegamos ao bys-har. Procurei por Nbac Nkurg. Não mais o encontrei.
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| ZARIHS CLAYWANAN, O FINZEDN ERBZIWNKURG |
- Passante duoef, a Esfera Clara é vasta. E extensa é também a cidade de Silonur. Sou Zarihs Claywanan, o finzedn ErbziwNkurg.

