73º DRUNH, SETERGU / A DIVA DO PORTO 9 DO RIO OJAND

Foi assim que o sonho dourado me apanhou dentro da Toblealyc Reap. Porém, quando constatei que havia mesmo semelhanças entre a liboririntáquea da freghtile e Marlepixna Reap não chamei mais de sonho o que na realidade liboririntática jamais seria sonho. Era fato.
Senti-me lisonjeado por ter permanecido por todo o dosugno ao lado de Marlepixna Reap. Ela possuía carisma, uma bela voz e cantava muito bem.
A atenciosa liboririntáquea mostrou-me as dependências da Toblealyc Reap. Encontrei acomodações espaçosas. O meu gigantismo temporário não teve dificuldades de ficar e andar na estalagem. Das janelas da toblealyc avistei paisagens deslumbrantes que tinham como protagonista as águas do Ojand e do Graepia. Ao olhar imóvel para aquele panorama fiquei perplexo com a perfeição dos 9 sóis cravados nos movimentos dos rios.
Antes do otyem-drunh foi me concedida a honra de ouvir canções interpretadas por Marlepixna. A diva do Porto 9 do Rio Ojand ora se entregava à dramaticidade usando uma voz extensa e forte, ora registrava elevadas árias que exigiam mais virtuosismo do que vigor.
Nos intervalos de uma música para outra Marlepixna Reap me falou sobre diversos assuntos. Um dos momentos que mais me emocionou foi quando, próxima da freghtile dependurada na parede a tobleanyl cantora me contou sobre o jovem freghtyl que estivera, muitos konasts passados, hospedado por um drunh na Toblealyc Reap.
- Espectador duoef, quando o freghtile foi colocada onde o duoef a está enxergando eu já havia me apaixonado por Resolc Gheaf. Gostei dele no instante em que o vi chegando ofegante à toblealyc. Disse-me logo que era freghtyl e que a sua estada no Porto 9 do Rio Ojand não passaria de um drunh. Levei-o ao melhor quarto do andar superior. Meus olhos cresciam... Procurei pouco olhar para o hóspede. Não queria que ele soubesse assim tão rápido dos meus sentimentos. Retornei ao meu lugar na recepção. Nada demorou. Resolc Gheaf ressurgiu à minha frente. Foi nesse momento que ele freghajom o meu rosto. Nada me falou dos meus olhos crescidos. Passou em disparada pela porta de saída. Meus sentimentos rogaram a Eudaips que não deixasse o freghtyl demorar. Meus sentimentos desejaram que ele não partisse da toblealyc. No tempo da espera não parei um overebut sequer de cantar e nele pensar.
Enquanto Marlepixna Reap me contava a história do seu amor repentino pelo jovem hóspede eu comecei a perceber que o meu gigantismo parecia estar se encerrando. Nada comuniquei dessas minhas impressões à tobleanyl. Ansiei que ela continuasse o seu relato.
- Terminado duoef, as canções já estavam por mim sendo repetidas quando o freghtyl voltou. Alegrei-me tanto quando ele me presenteou com a emoldurada freghtile do meu rosto que me esqueci de lhe perguntar o que tinha achado de Lymberhem. Também me esqueci por completo de não lhe mostrar os meus olhos. De que adiantaria escondê-los? Ao me ver tão apaixonada Resolc Gheaf dependurou a freghtyl na parede. Beijou-me em silêncio e com desejo. Ainda assim não desmoronou dos seus pensamentos a vontade da partida imediata. E assim o fez quando o outro drunh foi anunciado pelos sóis ininterruptos da Esfera Brilhante. Nada de despedidas. Na verdade nem o vi indo embora. Deixou-me o beijo nos meus pensamentos e a freghtile nos nossos sentimentos.
Quando Marlepixna Reap enchia o dosugno com canções e contos mais eu voltava ao meu tamanho normal. O gigantismo estava mesmo terminando.
Espalhou-se o vento frio no interior da toblealyc. Quando compreendi os motivos do vento gelado procurei pela voz da tobleanyl. Não encontrei Marlepixna Reap nem a sua bela voz em parte alguma da toblealyc.
Repleto de suas lembranças fui à sala de recepção e sentei-me na poltrona próxima à sineta com forma de pirâmide. Dominou-me a vontade de devanear. Recorri-me ao sonho dourado que se despedia dos sóis. Algo prodigioso estava prestes a acontecer.
Sem pestanejar no sonho saí da Toblealyc Reap. Lá fora o vento ficou mais frio porque os 9 sóis que resplandeciam o Porto 9 se tornaram ocultos e o Rio Ojand lentamente se cobriu de neve. Corri no rumo de todos os sentidos até me dar conta de que eu havia me perdido de vista. Restava-me a altura do muro que separava o Rio Ojand do Rio Graepia. Em um impulso arrebatado me posicionei sobre o muro. A neve não cessava. A neve não me interrompia. Nada terminara. Nem o repentino amor de Marlepixna Reap por Resolc Gheaf se extinguira. Passei o tempo nos domínio das alturas do muro.
A compaixão de Eudaips e o tempo liboririntático adicionaram às visões o ato e o efeito do reaparecimento dos 9 sóis. Descobri que o muro era um trampolim. Cessava de nevar. Percebia-me desimpedido. Tudo no Porto 9 do Rio Ojand havia recomeçado. Até o foragido amor de Resolc Gheaf por Marlepixna Reap teria uma outra oportunidade aos meus olhos ainda congelados.
Julguei que o sonho fiel à douração fizera o trampolim me impulsionar. Mas foi a presença real de um liboririntáqueo que deu balanço ao trampolim.
- Descomprometido duoef, setergu é o drunh que assumiu levá-lo de novo a Nesemix. Faça proveito dos verídicos sóis de Liboririm. Aproveite que os dois rios estão se livrando rápidos do gelo. Duoef, vim à vossa vista para de uma única maneira vos auxiliar. Chame-me de Xabrax Bruz, o coillyne.
- Xabrax Bruz... O seu nome não me soa estranho. -proferi buscando com a dicção a caixa de ressonância e com os olhos busquei a espaçonave Gamojunx Kronskor.
- Antenal duoef, agora que retornastes ao vosso tamanho original preparai-vos para o salto. Pularemos deste trampolim e mergulharemos no Rio Ojand quando os sinos das velhas torres do Porto 9 do Rio Ojand começarem a produzir sons agudos e repetidos. 
A espaçonave Gamojunx Kronskor não estava no céu. Pensei que seria mais irreversível o salto se aquele trampolim que na verdade era um muro ruísse. Cairíamos com o estrondo da ruína enquanto os rios ao se unirem formariam o oceano.
- Oceânico duoef, aproveite e fique perto. Só assim poderemos chegar ao longe. 
Aproximei-me. Dei apreço aos olhos fulgentes do coillyne Xabrax Bruz. Eles não continham flocos de neve e não paravam de piscar. Recordei-me de Geewelo Bruz. o Gerst Rewcer Iell Oswy.
- Arguto duoef, aproveite os sinos das velhas e solitárias torres do Porto 9 do rio Ojand. Eles começaram a repicar. Agora é o momento de pularmos. Não perca a capacidade de orientação e aproveite o mergulho.