O despontar dos sóis clareou o interior do imenso castelo. Pudemos ver os degraus da escada. Eles estavam quedos.
- Pacífico duoef, chegou o momento de irmos para Knavilap. -avisou-me Anid Bralogf.
Acenei ao longe para o ugnal . Acenos providos de sentimentos esperançosos. Uma despedida que tocou-me o coração porque senti que os nossos caminhos se cruzariam em alguma parte do futuro que ainda me restava em Liboririm.
Sem saber direito o que pensar naquele instante pensei que Knavilap poderia ser uma ilha cercada pelas águas do Rio Ojand.
Aproximei-me da mepacmaza. Cada vez mais rápidos os degraus passavam sob os meus pés. Quanto mais descíamos mais eu tinha a impressão de estarmos avançando no tempo.
- Lacrimante duoef, não deixais as lágrimas inundarem o vosso coração. O duoef pensa que Knavilap possa ser uma ilha porque os vossos pensamentos além de poéticos são misericordiosos. Knavilap é a pulsação de uma cidade renovadora. O duoef não deve se preocupar com Ofal Notorj. Ele não ficou sozinho. Os seus pais, Tjusev Notorj e Naicy Notorj, estarão sempre ao lado do filho. O que o duoef quer me dizer?
Direi a Anid Bralogf que conhecer Knavilap será parte do meu destino e do destino de Ofal Notorj. Ao me ouvir a liboririntáquea movimentará as laterais da sua tacicriz. Será como se a mepacmaza sorrisse no tempo das asas.
Houve um período da nossa descida pela escada que calculei que alguma nave apareceria e nos conduziria a Knavilap. Os degraus da escada se moviam tal qual espaçonaves. E eu designado espantado mal me continha sobre eles. Os nossos passos voadores me faziam supor que se nunca chegássemos a Knavilap estaríamos atingindo Knavilap agora.
- Espantado duoef, sereis bem acolhido em vossa chegada. -lançou-me a mepacmaza benfazejas saudações.
Havíamos percorrido toda a escada do alto para baixo. Não estávamos mais dentro da imensa casa semelhante a um castelo, localizada na rua Hesb defronte à minha liboririntática residência. Nós encontramos uma espécie de cânion. Nessa garganta sinuosa e profunda cavada por um curso de água que deixara de existir se localizava Knavilap. Os sóis na totalidade dos seus poderes faziam espetacular a cidade que ainda naquele drunh de inquagu me presentearia com uma das realidades mais fantásticas que experimentei em Liboririm.
As benévolas saudações de Anid Bralogf foram a despedida da mepacmaza. Fascinado com a geografia de Knavilap nem reparei o exato desaparecer da avançada liboririntáquea.
- Quem seria a mãe da alma? -perguntei-me adiantando os meus passos nas direções que Knavilap me oferecia.
Não me preocupavam as respostas. Interessavam-me o céu e a terra. Desatei-me dos degraus da escada. Em excesso caminhei por Knavilap cercado pela invisibilidade dos seus habitantes permeados pela pulsação da cidade excitada. Esquadrinhei alamedas sacras e profanas. Entrei em maternidades, rimeceiros, bys-hars, cinemas, drobeybs, nocriths epidêmicos, desinfetórios. Conheci a graça de Eudaips, a Hetrotadem interior, o renascer das riquezas e das pobrezas, os drunhs, as samenoas, os tehms, os konasts, os inimigos e os amigos.
A sola dos meus pés doeram tanto que os dedos se colocaram à vista prestes a jorrar sangue nos vestígios que a vida deixava no solo de Knavilap.
Quando praticamente comecei a não suportar a intensa luz dos sóis nos rastos da procura uma fortaleza chamada Gaizxftant me encontrou. Deixou-me penetrar no terreno alambrado. Fiquei diante das três torres que lhe davam forma e do portão fundamental.
- Desconhecido aproximador mostre-me o vosso rosto! Deixai que o céu ainda luminoso pelos sóis e sedento por estrelas vos clareeis! -ordenou-me a kvasthul.
Sóis e estrelas lhe mostraram o meu rosto. Clarearam a minha alma. Com farta e fértil nitidez a kvasthul sem encurvar a postura corporal fez com que eu também visse o seu rosto.
Assim que viu o meu semblante não teve dúvidas em gritar.
- Visiteiro duoef, o vosso rosto por mim é conhecido!
- Ofal Notorj!? -devolvi-lhe o grito.
Nossos gritos atravessaram Knavilap. A kvasthul era o ugnal nascido no castelo da rua Hesb. Quem poderia afirmar que os nossos gritos não chegaram a Nesemix? O ussungui não era mais uma criança e sim um liboririntáqueo ingressado na vida adulta, uma kvasthul de Gaizxftant.
Evidente que fiquei atônito ao reconhecê-lo. No entanto não me despontou das estrelas que se aproximaram e clarearam o interior de Gaizxftant nenhuma preocupação em saber de que maneira o seu crescimento e desenvolvimento aconteceram tão depressa.
O portão fundamental se abriu. Ao entrar na Gaizxftant lembrei-me de Anid Bralogf. A mepacmaza sabia direito no que pensava.
Mesmo se a kvasthul não se preocupasse com as respostas era raciocínio certo que ao adiantar os passos nas direções que a Gaizxftant oferecia eu faria a Ofal Notorj a seguinte pergunta:
- Quem seria o pai do tempo?
