O choro do ussungui se desvanecia à medida que a tarde se encostava na noite. Entre a luz e a sombra planeei algumas vezes atravessar a rua Hesb e regressar aos já conhecidos perfumes do xyddrar da minha liboririntática casa. As intenções não me desamparavam. Caso eu retornasse poderia estar enfraquecendo o meu destino.
- Devo prosseguir! Não preciso dedicar-me à obrigação do regresso!
Nem ambicionei olhar para trás. Invulnerável e vulnerável foram duas palavras que me ocorreram. Era certo que eu já sabia do nascimento de Ofal Notorj. E a qmeviqt partira da rua Hesb assim que completara o seu intento anunciador, comunicador. Os dizeres de Tase Togatm ainda me preenchiam com o grande amor que me fazia perplexo viver em Liboririm. Ao mesmo tempo a esperança, que não era pequena nem média nem taluda, amparava-me porque os próximos caminhos dos drunhs poderiam se apresentar invulneráveis. Se assim os drunhs se comportassem eu receava não poder realizar grandes coisas no planeta dos liboririntáqueos.
Por meio de esporádicos pensamentos contentava-me saber que a liberdade dos meus sentimentos ultrapassava os possíveis efeitos colaterais da minha estada em Liboririm. Não recusava a me oferecer a Eudaips. Indicava ao Criador de Liboririm a fé que me ungia. No fundo da minha vulnerabilidade surgiam saudações das estrelas como se eu fosse alma achada no meio de objetos perdidos.
Decidido ao não retorno ao local onde eu habitava deixei a noite de Nesemix me cobrir de curiosidades em relação à imensa casa onde acontecera o nascimento de Ofal Notorj. As estrelas pairavam sobre o telhado fornecendo à imensa casa aspectos de castelos colorido de segredos.
Eudaips mantinha-me ereto. Eu fixo nos meus pés. A ação do movimento esbarrou nos meus braços. Silêncio. Levei as duas mãos à maçaneta. O trinco da porta funcionou. Senti-me castelão e alcaide regressivos. Desviando-me do silêncio os meus pés se puseram dentro da casa. A Hetrotadem passou voando ao redor do meu corpo. O vento se fez pássaro. Quem sabe Clofinus ou Pusagueb? A vida se abarrotou de asas em voos reais no espaço de voos imaginários. A porta do castelo continuou aberta. Entrei no reino dos seus segredos. Pelos caminhos internos do nascimento fortaleci o meu destino. Palavras me ocorreram porque no íntimo dos segredos os segredos não se parecem com segredos. São realidades sem asas.
Desejei que Ofal Notorj chorasse. Assim eu poderia encontrá-lo seguindo o rastro sonoro do seu pranto. Também desejei o seu sorriso. Assim a fé que se erguia me faria achá-lo no futuro.
Uni-me à escada longa ao ouvir ruídos de passos. Alguém se movia pelos degraus. Pendi o pescoço. Inclinei-me em minha sombra. A escada para quem estava vindo das alturas do castelo chegara ao fim.
- Inatacável duoef, vossa sombra é cúmplice da noite. As estrelas são dignas dos sóis. Quanto vale a fé em Eudaips? Vós chegastes em pleno momento que eu, depois de trazer Ofal Notorj à vida, ponho-me a sair desta casa e de Nesemix. Sou Anid Bralogf, a mepacmaza. Vou para Knavilap.
De repente o Rio Ojand visitou por um foroac a minha mente. Em suas águas voluptuosas me vi mergulhar. Ao meu lado, nas profundas do rio, estava Ofal Notorj. Parecíamos amigos íntimos. Nadávamos sob os sóis e sob as estrelas. Nas margens do Ojand nos observava Anid Bralogf. Ela nos protegia dos possíveis ataques das flechas letais das separações e das perdas.
- Vulnerado duoef, venha nesta escada estar lado a lado comigo que à presença do recém-nascido vos levarei. Ele quer muito conhecer o duoef que veio do planeta Terra. Retardarei a volta a Knavilap. Subiremos...
Os ruídos dos passos se intensificaram e se multiplicaram. A escada para nós que estávamos indo às alturas do castelo era igual a não ter limite.
- Talvez o valimento da fé em Eudaips esteja nesta escada destituída de fim. -pensei admirando-a com grande e feliz energia proveniente da alma de Anid Bralogf.
Cada vez mais rápidos os degraus passavam sob os meus pés. Quanto mais subíamos mais eu tinha a impressão de estarmos recuando no tempo.
- Alcançado duoef, penso que os vigores da fé em Eudaips se apresentam sempre como fins e nunca como simples meios. Adianto ao duoef: depois que conhecerdes Ofal Notorj eu o convidarei para juntos irmos a Knavilap. O que o duoef me dirá?
Disse a Anid Bralogf que conhecer Knavilap era parte do meu destino e do destino de Ofal Notorj. Ao me ouvir a liboririntáquea movimentou as laterais da sua tacicriz. Foi como se a mepacmaza sorrisse no tempo das asas.
Por impulsos ou por certezas absolutas nos ventos e nos pássaros os degraus da escada, embora não mais pudesse vê-los em razão da alta velocidade que os meus pés passavam em cima deles, conduziram-nos ao quarto do ussungui completo por nascer.
- Alçado duoef, lá está o ugnal. Ide vós estar com o ussungui! Quando os sóis, e não haverá demora, saírem do âmago das estrelas partiremos de Nesemix.
Dirigi-me sem ficção às lágrimas e aos sorrisos de Ofal Notorj. Os vivíveis e iniciantes olhares do ussungui me encontraram. Límpidos como cristal prometeram-me outras realizações sinceras em Liboririm. O que mais me causou surpresa foi quando ele olhando-me intensivo articulou sem hesitação e com perfeição:
- Agraciado duoef, vós andareis por Knavilap.
Maravilhado com o ugnal cismei que pelo fato de eu tê-lo visto, escutado a sua voz, a desaparição de Anid Bralogf já se consumara.
Mas o que são os pensamentos senão processos mentais que se encontram nas ideias. Vi Anid Bralogf e Ofal Notorj e por vê-los um ao lado do outro senti que as estrelas se abriam dando passagem aos sóis.
A claridade do novo drunh me ajudou a compreender que Eudaips, os anjos do Vale das Pressagias, os anciões do Conselho Esclabrim e o tempo liboririntático me acenavam com algo mais extraordinário ainda.
