59º DRUNH, ABATXEGU / A INESQUECÍVEL NOITE COM CYLER ATZECI

Antes que eu partisse definitivo da casa de Racra Csexm beijei a tzomockyn pela segunda vez. O beijo além de nos trazer sensações deliciosas transferiu-me de um lugar para o outro. Fui parar no drunh seguinte.
E no drunh seguinte ainda não havia me separado de Marbcifm. Sem ter o que fazer iniciei caminhada pelas ruas da cidade. Não me sentia preso. Assim mesmo queria me libertar.
Iluminada pelos sóis derramou-se a manhã no tempo. Não sentia necessidade de me alimentar. A fome se afastara. Coloquei os pés na estrada sem intenção de restringir ainda mais a fome. Ela de fato desaparecera das minhas urgências. Marbcifm não tinha fim. Acreditava que se a vida fosse longa talvez eu não estivesse em Liboririm. Por ser a vida tão curta poderia ser Liboririm que estivesse em mim.
Ao entardecer, uma incerta tristeza se aproximou dos meus passos. Não se escondia o motivo dos meus hábitos perambulatórios. Eu não podia ir em direção de ninguém. Caminhava, caminhava e embora a cidade me fosse visível, a contínua invisibilidade dos habitantes muitas vezes me maltratava. Confiava que pelo menos no último drunh do meu tempo no planeta Liboririm Eudaips pudesse ressuscitar os meus enxergamentos totais, amplos, gerais e irrestritos. Em tempo anterior de o anoitecer fazer sumir a incerta tristeza me preenchi de esperanças quando os pensamentos me conduziram à alegria de saber que a qualquer overebut poderia vir a mim um liboririntáqueo ou uma liboririntáquea.
Anoiteceu. Não temi Marbcifm. Gostava de estar na Cidade dos Amores. Se as ruas de Marbcifm fossem oceanos diria aos silêncios que eu comia e bebia a carne dos meus mergulhos.
Tinha como verdadeiro a movimentada e larga rua que sob as estrelas surgira sob os passos. Ao desafiá-la com as palavras repetidas pelo espírito da vida a rua querendo trazer o bem ao meu corpo me transportou à presença de uma atraente tlunglaf.
- Deparável duoef, sou Cyler Atzeci.
Ao ver a tlunglaf na esquina da movimentada e larga rua pareceu-me que ela não me esperava, que o encontro era uma casualidade.
- Sexualista duoef, não vos esperava. Estou na expectativa da passagem do yotolac.
De imediato aflorou-me desejos. A excitação me dominava. Cyler Atzeci encostou as pernas nas minhas pernas. Não resisti à tesura. Bisquei a sua tacicriz. Beijei-a com fúria. Ela correspondeu ao gesto tresloucado. Abraçou-me com tamanha inspiração e ímpeto que a sua alma deve ter escutado os gozos do meu silêncio.
A tlunglaf segurou a minha mão. Puxou-me para o interior do yotolac.
- Concupiscível duoef, vinde vós comigo à minha casa!
A porta se abriu. Entramos na casa aos beijos e abraços. A casa de Cyler Atzeci tinha aspecto soturno somado ao clima de ênfase sexual. Deu-me beijos portadores da mensagem de que a esperasse por um momento porque ela não meu deixaria sozinho por muito tempo.
- Fervente duoef, moro com os meus pais. Retire vossa roupa. Aguarde-me na sala.
Acendeu-se uma lâmpada. O pequeno corredor se alumiou contracenando com as sombras da noite alta.
- Os pais devem estar dormindo a sono solto. -pensei feito um burocrata terreal.
Sentei-me na cadeira estofada. O corpo aguardou o retorno da tlunglaf como se espera a luz do mundo.
Quando a lâmpada que iluminou o pequeno corredor se apagou o corpo de Cyler Atzeci se enroscou à minha nudez. A tlunglaf usava um vestido plúmeo e transparente. Ao arrastarmos nossos corpos entrelaçados no piso da sala os ruídos do vestido renunciando ao corpo da liboririntáquea se fizeram escutar. Além disso a sua voz entrou nos movimentos.
- Abrasado duoef, as fêmeas liboririntáticas desde cedo preparam o corpo para o akmu. O modo de se fazer akmu em Liboririm não é tão diferente do modo humano. Consiste em introduzir o uplian dentro do canal da sehractiz. Se o uplian é inserido no epicentro do algnut denominamos de akmu algnutiz. Quando se aplica a tacicriz para chupar ou acariciar com a taclla o uplian damos o nome de akmu tacllaiz.
Foram as suas últimas palavras no restante da noite. A tlunglaf, irresistível, entregou-se a mim. E eu a ela.
Acreditei na expulsão dos demônio, nas linguagens que são crias dos pontos extremos dos prazeres carnais. No instante em que me estiquei às delícias da forma e dos movimentos do corpo de Cyler Atzeci se eu ingerisse veneno não faria mal. Nossos corpos e corações seguiram as suas próprias vontades. Nossos olhos pertenciam aos ventos.
A minha liberdade queria fugir dos sentimentos e incitações da tlunglaf. A liberdade da tlunglaf queria fornecer asas aos meus pensamentos. Recoloquei as roupas no meu corpo. 
Cyler Atzeci abriu a porta da casa. Fui embora. A tlunglaf me observou distanciando. No voo dos meus pensamentos eu soube que ter feito akmu com aquela liboririntáquea tinha sido uma espécie de presente dos anjos do Vale das Pressagias. O tempo liboririntáqueo me fizera a aprender a voar e a ser verdadeiro.
O drunh seguinte logo nasceria. A inesquecível noite com Cyler Atzeci seguiu o seu caminho.
Desembarquei do yotolac no mesmo ponto da movimentada e larga rua onde encontrei a tlunglaf.
Avistei o nachayran. Convenci-me que era o momento de retornar ao tshilafosnymit.