48º DRUNH, INQUAGU / PERDIDO NA PERIFERIA DA CIDADE DE NESEMIX

Durante o tempo em que eu percorria a periferia da cidade de Nesemix os sóis do Planalto dos Metais desapareceram.
Mesmo dentro da noite o calor era intenso. Minha calorificação desenvolvia grande quantidade de calor. Passei toda a noite atendendo os desejos dos meus pés.
Lembrava-me de Pieb Furuc. No princípio da noite a lembrança era tão nítida que eu enxergava o ctorpemp ainda ao meu lado. Quanto mais a noite se adentrava na noite a lembrança ia perdendo a nitidez. No fundo noturno da periferia da cidade de Nesemix a lembrança que eu possuía de Pieb Furuc se transformava em barulho provocado pelo calor. Som acima do normal. Assemelhava-se a um martelo socando nuvens de metal.
Eu não tinha cansaço nem sentia sono. A periferia da cidade de Nesemix era gigantesca. Descobria a ideia do tamanho mais próximo do certo de Nesemix. No meu íntimo uma voz me dizia, convidava-me a ir a outros lugares como por exemplo aos recantos da periferia da cidade pois foi para isto de alguma forma que eu havia ido ao planeta Liboririm.
Quanto mais o martelo esmurrava as nuvens meus sentidos percebiam a ação do calor no meu corpo. A pele liboririntática que me cobria resistia à forte temperatura protegendo-me de dilatações. Os suores aconteciam de maneira natural. Molhavam o meu caminho. Era o meu caminho a projeção das belezas naturais de Nesemix e da sua periferia.
Momento houve em que desejei lavar o rosto com o objetivo de me refrescar. Queria jogar no meu rosto água quente e com sabonete antisséptico. Imaginava-me no interior da casa da Rua Hesb fazendo uma limpeza de pele.
- Ao ver tanto comprometimento em deixar a minha pele liboririntática limpa, Eudaips deve me dizer que os meus pecados e imaginações estão perdoados. -pensei me distraindo sem perceber no instante que o som do martelo imaginário golpeando as nuvens dava lugar ao silêncio.
E foi em silêncio que resolvi outra vez atender os desejos dos meus pés. Eles me pediam para que eu parasse de caminhar por um tempo e ficasse parado na periferia da cidade de Nesemix até que os sóis retornassem. Talvez os três astros esplendorosos do Planalto dos Metais tivessem viajado a lugares mais longínquos do espaço intergaláctico.
- Uma viagem que eu não imaginava ser para sempre. -balbuciei sem saber que o levantar dos sóis aconteceria assim que os meus pés voltassem à caminhada.
O ar estava parado devido ao calor. Instintivamente soprei as minhas mãos. Meus pés se mexeram. Uma leve brisa passou entre os fios do meu cabelo desalinhado. A escuridão ficou menos densa, menos compacta. A periferia da cidade de Nesemix começou a se amarelar. Esfuziante beleza se desenhou no horizonte. Os sóis subindo no espaço liboririntático refletiam os seus brilhos um no outro. Reflexos que ao tocarem no céu forneceu iluminâncias aos sóis que se afiguravam na minha mente como cabelos brancos solares.
- Sunshine! -despontou no meu pensamento esta palavra inglesa.
A periferia da cidade de Nesemix me puxou para adiante. A claridade do novo drunh me mostrou na rua perpendicular a presença de uma terverel com as portas já abertas.
A vontade de ir à terverel além de encher de vento por meio do sopro as minhas mãos avivou os movimentos dos meus pés. Falou comigo.
- Esquentado duoef, estou perdida igual ao duoef. Também vi a terverel. Interessou a minha vontade em ir até lá e saborear um terve. -falou-me uma agitada e perdida liboririntáquea que poderia ter saído de uma sombra ou de uma daquelas periféricas e assoalhadas ruas, mas nunca dos meus pecados ou da minha imaginação.
- Também fiquei interessado em um ou dois terves.
- Acalorado duoef, se é assim então vamos até lá. Estou a sentir que foi Eudaips que vos colocou em meu caminho.
Do lado de fora não vi ninguém no interior da terverel. Mesmo assim entramos. Realmente não havia viva alma na terverel.
- Radiante duoef, venha se refrescar com um ou dois terves. Pode me chamar de Lety Rasmes. -disse-me a liboririntáquea fazendo questão de exibir a sua intimidade com a terverel.
- Está mesmo perdida?
- Perdidiço duoef, brinquei ao vos dizer que eu estava perdida na periferia da cidade de Nesemix. Na verdade, a terverel é minha. Sei desta terverel na mesma proporção em que sei do meu passado e presente. Em relação ao duoef estar em meu caminho creio que foi por obra e graça de Eudaips. Se o duoef me sentiu agitada não houve erros em vossos sentimentos. Não consigo permanecer parada por um só overebut. Se o duoef achou que eu estava perdida o vosso erro foi enorme...
Lety Rasmes não completou a sua reunião de orações que poderiam formar um sentido completo, absoluto ao que aconteceu comigo na periferia da cidade de Nesemix. A proprietária da terverel preferiu soltar uma prolongada, ruidosa e engraçada gargalhada.
Optei por um grande terve de clacachatauco e outro maior ainda de urvagva. Lety Rasmes declarando-se clarividente me serviu os terves retirando-os de uma máquina externamente repleta de gotas congeladas. À medida que a minha língua percorria os terves foi cessando o calor intenso.
Quando tudo me pareceu em descanso com a temperatura climática retornada à normalidade e que percebi estar vivo de cotidianos foi a minha vez de confessar a Lety Rasmes estar perdido na periferia de Nesemix. Eu precisava regressar à minha casa porque, e também confessei este sentimento à proprietária da terverel, sentia saudades da minha casa liboririntática. Fiz as duas confissões em uma única pergunta.
- Lety Rasmes, estando eu na periferia da cidade de Nesemix como faço para chegar à Rua Hesb?