Sonhava também com gizes coloridos mergulhados em cremosa lagoa de águas misturadas com toneladas de açúcar. Eu retirava os gizes do charco. Dispunha-os em fileira sob os 4 sóis do Planalto dos Metais. No tempo em que os raios solares secavam os bastonetes eu aplicava meus conhecimentos racionais concebendo, estudando e exercitando a criatividade.
Nos sonhos criava traçados realizados com os gizes secos e adocicados. Eram desenhos representativos da racionalidade dos temas. Produzir os desenhos não me caracterizava limitado. Buscava as cores. Coloria-os. Envolvia-me com a tendência de transmitir valores de ordem emotiva que cada cor retinha em seu poder.
No sonho eu me apresentava em oposição à ciência e à prática espontânea. Os desenhos oníricos traduziam a minha natureza. Cores e amores ardiam na alma e me espalhavam em Liboririm contrariando possíveis cláusulas de um contrato de abdução que nunca pensei existir. Realmente não existiram contratos, tratados ou testamentos. Além das possíveis cláusulas a minha trajetória liboririntática me afastava das clausuras.
Sonhava verdadeiro. Admitia as contemplações sem colocá-las como sustentáculos de uma nova Ordem. Colorizava a liberdade do espírito com os gizes sonhados, e era procedente das mãos a maior parte das minhas realizações artísticas e liberais.
Com suavidades emiti grunhidos ou sons semelhantes. Escutei-os no término do sonho. Uma rocha eterna se remexia no sonhar. Acordei acreditando que a Hetrotadem não significava o fim da vida. Vida esta que Eudaips contemplava os liboririntáqueos.
Movi o corpo não o tanto que achei que poderia movê-lo porque algo estava grudado nele. Posicionado sobre a coxa direita o ombyybmo recheado com sraali que a minha xhaxion Lyelky Moemby me presenteara era o algo que fazia a grudadura.
Instintivamente procurei pelos desenhos. Ao buscá-los na memória exercitei sensações e sentimentos. Não os encontrei. Porém ao ver o ombyybmo sobre a minha perna descobri em especial o sentimento do belo.
Imóvel me tornei por alguns overebuts. A imobilidade além de me conduzir dialeticamente à origem das minhas ideias e dos meus erros fez com que eu sentisse de maneira focada o calor provocado pelos sóis.
Ainda participante do agradável e do incoerente transpirei ao pegar o ombyybmo. Estar com o ombyybmo nas mãos ocasionou o final do meu sonho. O que existia realmente sem eu ver ou perceber praticou a chegada na porta de entrada da minha nova casa.
O drunh se iniciava. Tive um ótimo sono. Até sonhar eu havia sonhado. Permanecia-me a nudez. Não me sentia espionado por cansaços.
A vontade de degustar o ombyybmo despertou suprema. Retirei a guloseima da embalagem comestível. Mordi uma das suas extremidades. Refinado, exótico e envolto em certa ardência e meio amargor o ombyybmo fabricado com suactuna pura era um genuíno deleite.
- Saborear o ombyybmo recheado com sraali não tem preço. -disse a mim mesmo me afastando da cama levitada.
Escolhi a roupa que me vestiria. Vesti-me. Comendo o ombyybmo caminhei em direção à sala. A casa dava-me a impressão de ser uma casa nova ao invés de uma casa reformada.
Não foi espanto nem assombro o que experimentei quando a sala me mostrou o visitante. Senti admiração pelo liboririntáqueo sentado na poltrona. Assumidamente ele possuía os ares de um agisquoti.
-Ombytawbmo duoef, sonhar às vezes tem aspectos de clamores no deserto. Lisonjeado estou com a vossa admiração por mim, um simples agisquoti. Meu nome é Dihon Hmanah. Vim à vossa casa com o intuito de convidá-lo a visitar a exposição dos últimos trabalhos executados pelo artista plástico Otnap Xepd. Sei que o duoef mal terminou de acordar e vejo que ainda se fortalece se alimentando com o ombyybmo. Noto que não há a presença de fadigas no duoef. Talvez um ponto de permanência no estático. Talvez dois pontos na insistência de mudança de vida nos vossos olhos e mãos.
-Claro que não ficarei no ora veja. Conhecer os últimos trabalhos de um artista plástico liboririntáqueo... Quero ir sim! Mas me diga Dihon Hmanah quem me levará à exposição?
-Utopista duoef, infelizmente não poderei acompanhá-lo à exposição. Não sede vós apressado! Sejais um símbolo das suavidades. Aproveitais do conforto da vossa residência. Quando a noite começar a abraçar os 4 sóis de Nesemix o duoef caminhará tranquilamente pela Rua Hesb sem se preocupar com os sentidos direito e esquerdo. Não demorareis a encontrar o exato local da exposição dos últimos trabalhos artísticos de Otnap Xepd.
