Ao mesmo tempo do vir do novo drunh os meus pensamentos formavam uma linha abstrata de tão complexa dimensão que os sentimentos relutavam em atender os pedidos de apoio dos suicídios emocionais.
Podia parecer estranho mas eu pedia auxílio à angústia, à solidão e ao desespero na exatidão em que eu valorizava a vida que me criava no planeta Liboririm.
Ao agir assim eu estabelecia uma relação de compreensão, respeito e aceitação com as necessidades da Rexatrex Woset. As vertigens tentavam me atacar. Eu as combatia com as minhas necessidades de progressões. Diligenciava por me proporcionar bem-estares e alegrias.
Meus olhos sem serem raros se mexiam. Buscavam vivenciar as partilhas mais ignoradas e escondidas das paisagens. Eles procuravam não desperdiçar o tempo.
No longe do mais longe da Rexatrex Woset eu avistava o muito tempo da Esfera Escura. Parecia-me a existência daquela Esfera Escura uma mistura de volúpias e músculos banhada por líquidos em processos de metalizações. Acima das sustentações vivazes de todas as paisagens o céu tinha o azul do azul do céu da Terra. E abaixo deste azul no perto mais perto da Rexatrex Woset existiam florestas de árvores inversas que coloriam os horizontes de branco, cinza e prateado. A estas confluências de cores juntavam-se os tons amarelo e alaranjado procedentes dos sóis.
Pronunciava em voz alta as cores quando o lógico era em silêncio percebê-las pela visão na pujança da natureza liboririntática. Enxergava a mim mesmo quando o absurdo poderia ser o sentido do escape das indeterminações da lógica liboririntática. As luzes dos sóis me viam e me liam. Graças a elas eu estava a descobrir os caminhos que me colocariam, numa e outra ocasião, no interior de TAREORA PL.470/NE, a nave espacial que me traria de volta a Nesemix.
Ao me pensarem protegido, auxiliado e apoiado as minhas ideias acolheram meus sentimentos. Por seus turnos as ideias foram amparadas por uma forma externa de corpo que surgiu por uma portinhola retangular embrechada no piso do mirante da Rexatrex Woset.
- Imaterial duoef, siga-me e fazei tudo o que eu vos disser. Sou Ny Eait, o piloto e comandante da nave TAREORA PL.470/NE.
Fixei a vista na paisagem louvando-a e de certa forma me despedindo de Butrew. Adentrei-me pela portinhola retangular acompanhando os passos firmes de Ny Eait. Pude dispor da impressão que mesmo eu estando abandonado à própria sorte havia algo em Liboririm que jamais me deixaria abandonado à própria sorte.
Andamos e andamos por dentro da Rexatrex Woset. Cheguei a pensar que o piloto e comandante se perdera naqueles caminhos embaralhados. O silêncio de Ny Eait me fazia fermentar esta hipótese. Quando tudo parecia outra vez pedidos de auxílios dos suicídios emocionais Ny Eait se adiantou ao silêncio e me disse:
- Material duoef, pare de me seguir e fazei tudo o que vós sentir!
Com o olhar apontei para uma entrada. O piloto me fez um sinal positivo e descorporificou-se. Caminhei firme no sentido da entrada que me lembrava o Portal de Honon. Ao ultrapassá-la fiquei admirado ao perceber a minha deslocação para um nível de altura ainda mais intrigante da Rexatrex Woset. Neste nível vi as três Esferas do planeta conectadas ao Planalto dos Metais e os nove sóis de Liboririm. A fantástica visão não durou muito tempo porque a Rexatrex Woset se moveu. Girando sobre ela mesma trouxe das suas entranhas a nave espacial TAREORA PL.470/NE que envolta em uma bolha controlou o fechamento da portinhola retangular a distância. Com o fechamento da portinhola retangular fui sugado para o interior da nave e a Rexatrex Woset parou de girar.
Segundo Ny Eait esta bolha que englobava a nave se constituía de uma quantidade muito grande de energia que se criava da manipulação do espaço e do tempo liboririntáticos, principalmente do tempo existente na Esfera Escura.
A viagem de volta teria na velocidade a rota da linha concreta de tão simples dimensão que os pensamentos nulificariam os suicídios emocionais.
Usando o espaço do vir do novo drunh chegaríamos traregu a Nesemix. Mas antes de chegarmos ao centro do Planalto dos Metais eu sentiria nos meus pés descalços a temperatura do piso da TAREORA PL.470/NE.
