13º DRUNH / UMA AJUDA O MAIS RÁPIDO QUE O POSSÍVEL PODERIA

-  Daqui de fora achei a casa comum e diferente, igual e incomum! -respondi ao tlipdodny.
- Os contrários não deixam de ser uma resposta da vossa opinião.
Tomou-me a dianteira. Com os seus dedos transformados em chaves abriu a porta da casa.
- Duoef... -convidou-me com a voz amena.
Entramos na casa. O tlipdodny ao se sentir protegido pelas paredes me solicitou:
- Não explore ainda os cômodos da casa. Espere-me. Preciso ir ao banheiro.
Eu também fui afetado pelas proteções das paredes, o calor da moradia e pelo perfume da sala, que era mais bonita do que a sala da minha casa no planeta Terra. A beleza da sala de estar era procedente da organização dos móveis e objetos de decoração. Além disso acariciavam a beleza do interior do imóvel as paredes amareladas e a luz viva do ambiente.
Quando os meus olhos se acostumaram àquela claridade meu coração não teve vontade de ir embora. Desejei me sentar. Escolhi a cadeira que segundo Zanlog Romua era construída com modernas técnicas liboririntáticas de fabricação combinadas com processos de montagem tradicional. Esta cadeira era feita com única folha de metal retirada de uma árvore inversa. Próximo à cadeira havia uma armadura de borracha e latão.
Sentar na cadeira me conduziria às sensações de bem-estares e ao mesmo tempo serviria aos meus pensamentos uma gigantesca piscina cujo fundo consistiria em aço. Pressentiria que a próxima tempestade seria o motivo pelo qual eu não encontraria a piscina seca, vazia. Mergulharia. Depois ultrapassaria o aço e penetraria em uma construção de quatro andares semidestruída. A água me levaria ao interior do que ainda restasse desta edificação, caixa cilíndrica, um verdadeiro cortiço cercado por placas publicitárias, outdoors colocados em pontos de boa visibilidade onde estaria escrito: PULSS WOSET.
Naquelas águas o corpo não teria a capacidade de ser o dono do controle de direção. Eu acreditaria que a minha mente se guiaria pelos movimentos das águas. E as águas me regressariam, corpo e mente, à cadeira de metal próxima da armadura de borracha, latão e provida de capacete.
- Não deixaria de ser uma pergunta o vosso mergulho. -falou-me Zanlog Romua.
Sua voz vinda por consequência dele estar no banheiro no instante presente me pareceu doente. Levantei-me da cadeira combinada. Desconfiei que a porta do banheiro estava apenas encostada. Movi-a. Fiquei espantado ao ver o corretor de imóveis no chão estendido ao comprido. Partes do seu corpo se mostravam molhadas e em adiantados estágios de inchamento.
- Escafandrista duoef, estou com terríveis dores no langiver. Ajude-me a me levantar.
Segurei-o pelas mãos e o puxei com força. Sentei-o na cadeira moderna próxima da armadura de borracha, latão, capacete e dotada de aparelho respiratório. O corretor de imóveis, cada vez mais inchado, retirou dos seus dedos as chaves da casa deixando-as sobre a mesinha de centro, que segundo ele era acetinada e envernizada, possuía o tom tabaco e a madeira tinha vindo da Esfera Escura, mais precisamente de uma selva conhecida como Imj. Depois o enfermo retirou das suas mãos um objeto reluzente de tela touch repleto de teclas virtuais. A princípio imaginei ser o propsaiter um instrumento musical que se fosse acionado faria Zanlog Romua desintumescer. O corretor de imóveis bateu os dedos em algumas das teclas e sussurrando me pediu:
- Duoef Rúbio Talma Pertinax não bata nas mesmas teclas!
Feito o grito a responder o pedido de socorro toquei nas teclas mais longínquas do propsaiter. Imediatamente o som da sirene se fez ouvir. Era uma lancambu chegando à frente da casa. Os raios das luzes solares não decompostas produziram aos meus olhos a impressão da cor da neve na parte externa da espaçonave equipada para conduzir doentes e feridos. De dentro da lancambu saiu a cuidadora dos que se ferem e dos que são acometidos pelas doenças graves.
- Inquilino duoef, meu nome é Tini Arcale. Sou a nalewinc destinada a levar Zanlog Romua ao hospital.
Como se fosse uma santa em êxtase, Tini Arcale fez o tlipdodny levitar. Direcionou-o à maca dentro da lancambu. Ao ir embora entregou-me um cartão com a localização do Hospital Tsahto Solex gravada no metal branco.
Por um ou dois overebuts fiquei parado no meio da sala da minha nova residência rezando pela saúde de Zanlog Romua.
Antes que eu explorasse os cômodos da casa lágrimas desembarcaram dos meus sentimentos.
Durante o resto do drunh permaneci entre as paredes amareladas da casa.
Depois que as lágrimas embarcaram nas suas próprias tempestades pensei que oceanos poderiam existir no interior do planeta Liboririm. Mesmo se o seu núcleo fosse de aço e navegasse a muitos e muitos anos-luz de mim.