Assim como um velho homem dos balcões dos bares terrenos me entretive com a liboririntática juventude da liberdade. Continuei a existir no bys-har e aceitei o convite do patsalvd.
- Ficarei até a metade da noite!
Exid Laan se moveu com alegria. A sua satisfação me alimentou de amizade. A porta de entrada do bys-har não parava de se abrir.
- Amigueiro duoef, o bys-har está lotado. Não há neste momento uma mesa vazia. O balcão supera as expectativas. Nem todas as noites são assim! -exaltou-se o proprietário do bys-har.
Claro era o júbilo que os momentos simples e noturnos causavam a Exid Laan. Claro também o silêncio que me rodeava. A incapacidade de eu ver e ouvir por completo os liboririntáqueos que desfrutavam a noite estrelada no bys-har agia muito penetrante. Eu enxergava apenas Exid Laan. Ele tomado por alegrias puras e mundanas mudava alguma das patsaliracs de lugar. Eu continuava a beber. As jivecs surgiam à minha frente fora de uma sequência estabelecida.
Saí do balcão sem perder o senso de direção mesmo sentindo que eu girava dentro de luzes fantásticas de cor metálica.
- Lampejante duoef, são as luzes das espaçonaves estacionadas lá fora. Todo o vosso corpo está iluminado.
Realmente o meu corpo brilhava. A cor metálica se voltou ao dourado. Exid Laan se aproximou de mim. Os sentimentos não estavam em crise. Nenhum fato doloroso nos importunava. A noite tão transparente à sua metade se resolvia por si só. A noite não terminara ainda. A metade noturna somente cumpria a renovação. O destino me levara ao nascimento, à puberdade veloz, à vida adulta do eminente liboririntáqueo Ofal Notorj. Desejei a Exid Laan que a velhice lhe fosse a mais bela canção esculpida em seu ateliê: Liboririm!
- Real duoef, agradeço os vossos votos. Vossos desejos íntimos valem sóis! Então que a nossa despedida seja dourada. Que ela nos traga possibilidades de reencontros ao afã das vidas...
Sem estrondos e sem silêncios o bys-har do patsalvd afastou-se do meu corpo. A noite caminhava na segunda metade quando, sem eu me sentir ferido e sim cheio de limites, as estrelas finalizaram as histórias. Curtas e longas histórias que me ajudaram chegar a Nesemix.
Veio do tempo liboririntático uma grande quantidade de raios solares. Esculpiram no meu caminho uma rua pequena porém com variedades infinitas. Se eu tivesse que dar nome a essa rua a batizaria de rua do Cinema.
- Que pilhéria! -zombei.
Por bem à verdade é bom que eu diga que nem havia cinema nessa rua. Rua possuidora de nome bonito, poético até: Silêncio D'Água.
Duplamente em silêncio admirei os efeitos produzidos pelos sóis nas paredes externas das casas da rua Racbrac Citlew. Foram essas belezas em movimentos que me transportaram à palavra cinema. As belezas que eu encontrava em Liboririm construíam o meu renascimento. Mesmo se tal renascer não alcançasse a plenitude era certo ser ele sentimento assente.
Os sóis retiravam das minhas retinas a noite, a madrugada. Davam à solidão alma social. Quanto mais o tempo liboririntático não me pertencesse mais rápido os contrastes entre nós desapareceriam. Também os sóis me obsequiavam com a sede.
Vivo para matar a sede me deparei com a entrada da única casa térrea existente na rua Racbrac Citlew. Uma rua sem cinema que brandia no ar uma tela de faíscas elétricas que me fustigavam com lembranças de cinemas.
Entrei nas dependências da casa térrea. Ao lado das torneiras jorrantes havia uma liboririntáquea madura e sensual com ares de quem me esperava. Ao me ver encheu com água o copo cravejado de minúsculas patsaliracs reluzentes.
- Falado duoef, mate pois a vossa sede! A água é fresca e jorra das torneiras com ímpeto. Sou Sy Laraz, a plelligna.
O drunh passava do amanhecer porque os sóis se fixaram de vez no céu de Nesemix. Ao buscá-los no azul de duração intensa meus olhares cruzaram com os olhares de Sy Laraz. Atraído pela plelligna deixei parte da água contida no copo escorrer pelos cantos da boca.
- Sensório duoef, muitos konasts se passaram desde que esta casa térrea deixou de ser cinema. Agora a casa é um drobeyb. As torneiras por onde jorram a água ainda são as torneiras que no passado conduziam a água aos sedentos por cinema.
O vento levantou os trajes dourados de Sy Laraz. Fascinado pelo seu corpo com o verdor do namoro abracei-a e deitei-me ao seu lado. Beijei-a com a fúria do desejo confiante. O som da água das torneiras se misturaram aos veneráveis gozos dos prazeres carnais.
Sy Laraz se entregou ao meu corpo sem disfarçar as várias juventudes das suas idades. E eu me dei à plelligna sem recusas restituindo ao tempo liboririntático dos sóis sobre nossas peles as ausências de limites.
