Mesmo dando a mim o calado como resposta os meus silêncios nada dissertaram nem estranharam o desaparecimento de Jew Srit, o maticwa. Nem os paradeiros do chofer liboririntático e da lembrança do meu pai me produziram vazios.
Nada parecia se mexer na Rua Hesb. O vento noturno balançou os meus olhos. Movimentei-me em direção à minha casa. Olhei-a como uma coisa necessária. Vi e senti que a reforma havia fornecido à casa o não esquecimento de viver. Retornei à porta principal realizando voltas no xyddrar. Ao executar tais giros entrelaçava os pensamentos nos silêncios. Tratava com desenvolvimento as ocorrências no ponto exclamativo da aparição do maticwa. Eu havia conversado com um robô, trocado informações com uma máquina disfarçada em um ser liboririntáqueo!
Enquanto eu caminhava lentamente pelos corredores do xyddrar percebi as dilatações das minhas capacidades de compreensão das coisas. Foi como se uma inspiração crescesse no meu espírito. Eu estava hábil. Não desejava avançar de modo objetivo até a porta de entrada da casa. Tomei entre os braços a lâmpada iluminante da parte do xyddrar onde me encontrava. Chegou-me recordações dos estranhos dedos de metal de Jew Srit conectados com o sulco do parafuso bambo da parte dianteira do baxatic. Tudo foi muito veloz. Como se deu o ajuste da velocidade dos dedos do maticwa com a lassidão do parafuso? O passageiro do baxatic disfarçado de Jeep que pensei ser o meu pai significava o contrário de velocidade? Como se deu o ajuste da lentidão do parafuso com a ligeireza dos movimentos de Jew Srit? Por um instante alegrei-me com as respostas da luz.
Balbuciei palavras fáceis de se esquecer. Talvez o maticwa estivesse em fase de aprendizado e apertar aquele parafuso fosse uma resposta a alguma questão relacionada com as suas tarefas.
- A minha alma me dá a razão para os versos. -agarrei-me ainda mais à lâmpada, à liboririntática poesia que me transbordava e ao não esquecimento de viver.
Ao me soltar da lâmpada o xyddrar me levou à principalidade da porta. Ao colocar os meus pés na sala as janelas se abriram sem necessidade da minha interferência. Os cômodos se iluminaram. Os sóis do Planalto dos Metais ressurgiram. Os vazios e aquilo que era possível fazer mais vazios os vazios se juntaram ao konhme. Os raios solares seriam reis e rainhas, príncipes e princesas do drunh dosugno que já estava à vista.
O reino do era uma vez se curvou às prioridades liboririntáticas. Corri a uma das janelas. Vi a Rua Hesb sumir, a casa se misturar ao xyddrar que idêntico à rua se esvaía. Por todos os lados surgiram brinquedos radicais, suspensos, giratórios, introduzidos em túneis apavorantes, infantis, juvenis, familiares. Não tive receios, dúvidas nem senti a impressão de que insetos se rastejavam em minha pele, nas dilatações das minhas capacidades de compreensão das coisas. Fui arremessado ao centro do tshilafosnymit localizado na Rua Trebalx, a rua onde morava Gine Reggosy, a staasbgnilfy.
O tshilafosnymit se apresentou lotado de liboririntáqueos de todas as idades. Embora eu não pudesse vê-los sentia a presença deles em cada movimento realizado pelos meus dedos. Bastava eu mexê-los e a minha mente se preenchia de rostos de liboririntáqueos. Os rostos se dissolviam e outros rostos surgiam no exato cenário onde eu me considerava estar. Os liboririntáticos semblantes somente saíram da minha mente quando Spahny Teppor, uma cretselwzen, segurou nos meus dedos me dizendo:
- Concernente duoef, agora que vós sabeis o meu nome leve-me ao ghersapse. Não quero me separar da minha cretselwiac nem do duoef, meu amigo imaginário.
Se o duoef ao qual a inesperada cretselwzen se referira fosse eu como eu poderia ser imaginário se as mãos de Sphanny Teppor ainda estavam me segurando, dadas aos meus dedos? Aquela cretselwzen viera de onde? Viajante solitário eu caminhava entre as atrações do tshilafosnymit sem saber direito se o certo era me esquivar das adrenalinas. Sabia em qual ponto da Rua Trebalx eu em circunstância transitória me achava.
- Identificável duoef, os vossos pensamentos suavizam a minha transição. Gosto de estar ao vosso lado.
Quando chegamos à frente do ghersapse a jovem se soltou das minhas mãos.
- Aderente duoef, apeguei-me ao abduzido Rúbio Talma Pertinax desde quando eu era ugnal. Escolhi o duoef para ser o meu abduzido transicional.
Estava em um planeta repleto de inexplicabilidades explicáveis. Entendi o sentido e o desejo das palavras de Sphany Teppor. Ao mesmo tempo as palavras me causaram sentimentos de solidão. Se eu vivesse todo o resto da vida em Liboririm até que eu poderia incluir em mim os objetivos do tempo liboririntático. Ter compreendido os dizeres da cretselwzen não foi uma inclusão e sim um efeito fortuito de uma causa. A causa sem dúvida nenhuma era o tempo, o produto necessário que não me faria espiritualmente ser o verdadeiro filho de Sphany Teppor nem o seu pai biológico. Por mais que a vontade de abraçá-la fosse assim tão igual às minhas disposições afetivas em relação às claridades aquele dosugno me fazia agir não exatamente ao contrário.
- Não sei mesmo, Spahny Teppor, de que maneira construiu esta escolha e com que intensidade o tempo de Liboririm foi o seu cúmplice. Imagine, eu um abduzido transicional...
- Confortador duoef, não imagino o que sei que é. Agora será a última vez que brincarei no ghersapse. Não estimule a solidão, a dúvida. Paternal duoef, estou convencida que estou ficando mais velha.
A cretselwzen na ocasião em que terminasse de brincar no ghersapse se faria uma liboririntáquea adulta, viveria outros ritos de passagem, apaixonaria-se, provavelmente se casaria, teria filhos e de modo absoluto não se ausentaria das liboririntáticas necessidades dos seus semelhantes.
